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domingo, 28 de novembro de 2010

ATITUDES DE AMOR : Um movimento não institucionalizado.



Esta é uma matéria muito interessante, mas por ser muito extensa resolvi postá-la em duas partes. A primeira, segue abaixo e a segunda no próximo post.

Fiquem na Paz e uma ótima semana!

"Quero informar, em primeiro lugar, que este movimento vem ocorrendo desde o início deste século e dele só tomei conhecimento recentemente. Portanto, meu papel é apenas o de uma recém-chegada.
Como sempre é possível que alguém levante dúvidas sobre a autenticidade da mensagem de Bezerra de Menezes, inserida no início deste opúsculo, na qual ele fala sobre o novo período do Espiritismo, prefiro não entrar no mérito dessa questão, por entender que, se ela não fosse autêntica, mereceria sê-lo; basta observar um pouco e refletir mais um tanto, para perceber a sua lógica e sentir o quanto é oportuna.
Assim, não percamos o trem da história, gastando precioso tempo com especulações, mas busquemos analisar com a mente, sentir com o coração e levantar esta bandeira, porque ela reflete as nossas mais prementes necessidades deste momento.
O movimento Atitudes de Amor não tem donos. É plural e aberto, não institucionalizado.
Sua finalidade é a propagação e aplicação de orientações procedentes do mundo espiritual, endereçadas a todos os espíritas, que certamente irão percebê-las de acordo com seus próprios conteúdos.
Muitos talvez digam que se trata de esforços inúteis. Outros, que é um “movimento paralelo” engendrado por opositores desencarnados, visando desestabilizar o movimento espírita organizado. Muitos outros assimilarão da mensagem apenas o que lhes interessa e outros tantos se manterão indiferentes.
Muitos companheiros, no entanto... realmente serão muitos os que sentirão em seus corações a verdade dessas orientações e, movidos por profundos impulsos de amor e de alegria, partirão para o trabalho, com vistas a materializar tais idéias e entendimentos nas suas vidas e atitudes, assim como nas instituições espíritas em que labutam.
Em nome dos espíritos responsáveis por este movimento, dos reencarnados já engajados e dos outros que lhe deram início, recebamos todos nós as boas-vindas ao trabalho e procuremos tornar-nos a cada dia mais fortes, mais fraternos e solidários. Isto é necessário porque qualquer mudança de paradigmas se faz acompanhar por inúmeros obstáculos (muitas vezes provocados por adversários invisíveis), por muito trabalho, muitas decepções, injustiças e ingratidão, mas também por indefiníveis júbilos.
Pela oportunidade, por mais ínfima que seja, agradecemos ao Senhor da Vida, ao Mestre Jesus e aos espíritos benfeitores, que nos permitiram e possibilitaram participar da realização deste pequeno trabalho.


Terceiro período do Espiritismo

É fácil perceber que estamos vivendo o final de uma civilização decadente, mas também já é possível entrever prenúncios que indicam estarmos iniciando um processo de transição para uma nova era ou, como disseram os espíritos na codificação do Espiritismo, esse transitar seria de mundo de provas e expiações para o de regeneração. Isto pode ser observado nos muitos movimentos pela paz, pela ecologia, pelo respeito aos diferentes, pela fraternidade, pelo amor, pela vida. São movimentos que vêm surgindo em várias partes da Terra. É a ciência descobrindo que a vivência dos valores da alma é benéfica para o corpo, induzindo o ser humano ao perdão, à fraternidade e à paz; e a Psicologia buscando caminhos interiores para as pessoas conhecerem melhor a si mesmas e se tornarem mais equilibradas, mais plenas. E tudo isso, desvinculado de aspectos religiosos.
Procedentes do mundo espiritual, vêm se materializando na Terra inúmeras obras psicografadas ou “canalizadas”, não apenas nos meios espíritas. Nestas, temos o excelente trabalho de benfeitores como Joana de Angelis, Hammed e Ermance Dufaux. Fora do âmbito espírita, vamos encontrar inúmeros autores cujos livros, traduzidos para vários idiomas, alcançam grande número de edições, mostrando como atitudes antifraternas e de negação da vida, do afeto e da alegria causam inúmeros males, principalmente enfermidades. Outros realizam extraordinários trabalhos de desenvolvimento espiritual, como o Pathwork de Eva Pierrakos, canal através do qual falava uma entidade espiritual de grande sabedoria, a quem chamavam apenas de “o Guia”, visando mudar os padrões de pensamento, ensinando as pessoas a se amarem e sentirem-se plenas, abrindo espaços para o amor universal, a fraternidade e o contentamento.
Essa expectativa de transição, no entanto, muda muita coisa, e é nos meios espíritas que devemos estar mais atentos para o papel que nos cabe neste momento, em virtude dos conhecimentos transcendentais da Doutrina professada por nós, da assistência permanente dos espíritos benfeitores e dos compromissos que assumimos com nossa própria consciência e com aqueles que avalizaram nossa reencarnação.

Conforme Bezerra de Menezes, estamos adentrando a terceira etapa do Espiritismo, na qual se criará entre nós, seus adeptos, o período da ATITUDE. Nessa etapa, pretende-se também a maioridade das idéias espíritas.
Essa informação está contida num relato feito pelo espírito Cícero Pereira, no livro Seara Bendita, psicografado pelo médium Wanderley Soares de Oliveira (MG). Nesse relato Cícero descreve um memorável encontro ocorrido no mundo espiritual, ao término do Congresso Espírita Brasileiro de 1999, em Goiânia.
Desse encontro, conforme Cícero Pereira, participaram mais de cinco mil espíritos desencarnados e encarnados, quando então Bezerra, em nome do espírito Verdade, apresentou uma série de diretrizes que representam verdadeiro planejamento estratégico para o novo período do Espiritismo, que se iniciaria com o novo século. Essas diretrizes, como se pode perceber, estão inteiramente alicerçadas sobre o maior dos valores defendidos por Jesus, o amor. Isto nos dá tranqüilidade quanto à sua procedência, lembrando que o Mestre afirmou: “Pelos frutos os conhecereis”.
Disse, então, Bezerra, que o primeiro período do Espiritismo, de setenta anos, constituiu a fase da consagração das origens e das bases em que se assentam a Doutrina, as quais lhe conferiram legitimidade.
Os setenta anos seguintes representaram o tempo da proliferação.
Com relação ao terceiro período, de outros setenta anos, afirmou: “Esse novo tempo deverá conduzir a efeitos salutares a nossa coletividade espírita, criando entre nós, seus adeptos, o período da atitude. O velho discurso sem prática deverá ser substituído por efetiva renovação”; “O núcleo espiritista deve sair do patamar de templo de crenças e assumir sua feição de escola capacitadora de virtudes e formação do homem de bem, independentemente de fazer ou não com que seus transeuntes se tornem espíritas e assumam designação religiosa formal”; “A diversidade é uma realidade irremovível da Seara e seria utopia e inexperiência tratá-la como joio. Imprescindível propalar a idéia do ecumenismo afetivo entre os seareiros, para que a cultura da alteridade seja disseminada e praticada no respeito incondicional a todos os segmentos”. (Grifos nossos)

Como podemos perceber por estas rápidas pinceladas, as diretrizes trazidas por Bezerra são de molde a mudar paradigmas e essas mudanças são absolutamente necessárias para podermos acompanhar a transição em andamento, porque transição sempre muda muita coisa.
Podemos observar também que o discurso de Bezerra foi todo vazado numa linguagem muito forte, peremptória, imprópria de seu estilo suave, porque naquele momento, como informado, ele estava transmitindo o pensamento do Espírito Verdade, em orientações de grande importância e seriedade para o movimento espírita.
Já o detalhar dessas diretrizes, quanto a formas, roteiros e procedimentos, vem sendo trazido do mundo espiritual por diversas vias, principalmente através do espírito Ermance Dufaux, nos livros psicografados por Wanderley S. Oliveira (MG), tais como Mereça ser Feliz, Laços de Afeto, Reforma Íntima sem Martírio e Unidos pelo Amor, editados pelo INEDE (MG), representando poderosos instrumentos para o desenvolvimento dos valores da afetividade e crescimento interior do ser.
Ermance, em sua última encarnação, foi uma das médiuns da codificação. Hoje, ao lado de Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Maria Modesto, Cícero Pereira e outras entidades de escol, vem trabalhando intensamente para difundir essas novas idéias, visando a sua materialização nos ambientes espíritas, pois conforme disse Bezerra, referindo-se ao novo período do Espiritismo, “o núcleo espiritista deve sair do patamar de templo de crenças e assumir sua feição de escola capacitadora de virtudes e formação do homem de bem”.
Bezerra refere-se às instituições espíritas como “templos de crenças”. O que isto significa?
Certamente ele se refere à crença no conhecimento espírita em ambiente de templo, onde nos reunimos para manifestar nossa fé, dentro das diretrizes do Espiritismo. Até este ponto, tudo está certo, mediante nossa visão atual. Mas é bom observar que, nesse ambiente da nossa fé, há muita disputa de variada natureza, e há aquela idéia de que somos os únicos detentores da Verdade, por cuja pureza devemos lutar “com unhas e dentes”, porque nela está a salvação da humanidade.
É nesse momento que Bezerra, com muita clareza, apresenta um novo paradigma, pelo qual o centro espírita deverá sair desse patamar de mero “templo de crença”, para se constituir uma “escola capacitadora de virtudes” e formação do homem de bem.
Reflitamos juntos sobre o significado destas palavras.
Fica claro que capacitar o ser para a vivência das virtudes é mais importante do que a crença que ele possua, porque a humanidade, para evoluir, necessita de “homens de bem”, sendo de somenos importância o que acreditam em termos de religião. Não é alguma doutrina ou religião que vai salvar o mundo, mas sim o próprio homem, quando se tornar mais fraterno e ético. Assim, o foco principal do Espiritismo, ou das atividades espíritas, deverá sair do emaranhado de discussões doutrinárias que a nada de bom conduzem, passando a ocupar-se com mais intensidade do seu aspecto de escola, na qual se aprende a vivenciar o amor, a fraternidade, a alteridade, a honestidade, a ética e demais virtudes que fazem do ser uma presença sempre benéfica.
Com essa mudança, os espíritas estarão praticando verdadeiramente o amor ao próximo e atuando com mais segurança na transformação do ser humano.

Alteridade

Mas o que significa essa alteridade de que fala Bezerra?
Esse é um termo que vem sendo cada vez mais utilizado não apenas nos meios espíritas, e seu significado reflete uma nova mentalidade, aquela que irá vigorar na civilização que deverá transformar a Terra num mundo de regeneração, porque se refere à aceitação das diferenças; também significa a não-indiferença, o aprender com os diferentes, o amar e acolher o outro, aceitando e respeitando as suas diferenças.
É uma palavra que representa, em sua profundidade, as leis cósmicas de convívio entre os seres.
A pessoa que a vivencia passa a ser mais fraterna em todos os sentidos, deixando de criticar, julgar, agredir, excluir, desprezar...
A não-crítica, a não-agressão, o não-julgamento deixam o ser em paz consigo mesmo, com a humanidade, com a vida.
Muitos poderão contestar dizendo que atitudes assim tornam a criatura alienada. Mas há grande diferença entre analisar de forma construtiva e julgar, criticar, marginalizar, excluir, desprezar, enviar uma vibração negativa para o que, ou a quem, se considera inferior ou errado, seja ele uma pessoa, uma instituição ou uma nação, já que as instituições e as nações são formadas por pessoas.
O ser humano, dentro dos seus critérios de crítica, habituou-se a tudo rotular. Assim, vendo os outros sob o enfoque dos rótulos que lhes colocamos, geralmente irreais, quase sempre mantemos esses enganos durante toda a vida. Por exemplo, se em algum momento concluímos que “fulano” é preguiçoso, estamos lhe colocando esse rótulo e, a partir de então, sempre o teremos na conta de preguiçoso, a não ser que algum fato novo venha nos provar o contrário.
Pense por alguns instantes, caro leitor, sobre quais rótulos os outros lhe terão aplicado...
Numa postura alteritária, os rótulos tendem a desaparecer, porque passamos a ver o outro como alguém que vem de longos percursos reencarnatórios, assim como nós mesmos, tendo aprendido muito com as lutas, dores e alegrias dos caminhos, mas ainda com muitas falhas, um tanto imaturo em termos de evolução e necessitado de crescer interiormente, exatamente como nós próprios. Assim, podemos mais facilmente amá-lo apesar das diferenças, respeitando seu inalienável direito de ser como deseja, porque tudo é aprendizado no bojo da vida.
Quanto aos relacionamentos nos meios espíritas, voltemos às sábias palavras de Bezerra: “A diversidade é uma realidade irremovível da Seara e seria utopia e inexperiência tratá-la como joio. Imprescindível propalar a idéia do ecumenismo afetivo entre os seareiros, para que a cultura da alteridade seja disseminada e praticada no respeito incondicional a todos os segmentos”.
Sendo pois a “diversidade uma realidade irremovível da Seara”, importa que todos os segmentos se dêem as mãos fraternal e alteritariamente, despreocupados de detalhes ou diferenças doutrinárias, e voltem-se para cuidar com todo esmero da questão fundamental: desenvolver amor nos meios espíritas, porque é ele, o amor, o mais importante de tudo. Aqueles que dão grande importância aos detalhes doutrinários, quando aprenderem a amar verdadeiramente, encontrarão meios pacíficos e agregadores para debater suas idéias e tentar convencer os que entendem estar em erro.
A propósito, os segmentos citados por Bezerra refletem as diversas tendências existentes no movimento espírita: os que pugnam pela “pureza doutrinária”, os que seguem as idéias de Roustaing, os que se identificam com o pensamento de Ramatís, de Pietro Ubaldi, de Edgar Armond, os que têm maiores afinidades com Chico Xavier, etc.

Amor

Se refletirmos minimamente sobre a situação do nosso movimento, perceberemos logo que o seu maior e mais doloroso problema está na ausência de amor, de afeto nas relações entre os companheiros e destes para com os que procuram a casa espírita, necessitados de ajuda. No entanto, o Mestre recomendou enfaticamente: “Amai-vos uns aos outros”. E informou: “Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”.
Diante desta tão simples constatação, podemos perceber que a ação mais importante e urgente está em desenvolver-se amor e afeto nos nossos meios.
O amor, em termos de evolução, é tão importante quanto o próprio ar que respiramos. Informam espíritos benfeitores que, nas dimensões espirituais mais elevadas, a sua nutrição está essencialmente no amor. O grande apóstolo Paulo de Tarso disse: “Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se não tiver amor serei como um bronze que soa, ou um címbalo que retine. Ainda quando eu tivesse o dom da profecia, que penetrasse todos os mistérios e tivesse perfeita ciência de todas as coisas, e ainda quando tivesse toda a fé possível até o ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada sou”.
Prestemos atenção nestas palavras: “...que penetrasse todos os mistérios e tivesse perfeita ciência de todas as coisas, se não tiver amor, nada sou”.
Pergunto: Por que nos meios espíritas se valoriza tanto o estudo doutrinário, ou seja, “o penetrar nos mistérios e aquisição da perfeita ciência de todas as coisas”, e tão pouco se trabalha para desenvolver amor? Por que, com tantas possibilidades educativas do mundo moderno, quando a Psicologia e outras ciências vêm apresentando inúmeros recursos para ajudar o ser humano a trabalhar de forma positiva seus sentimentos, a ter mais equilíbrio, a viver melhor consigo e com os outros, o movimento espírita organizado não prioriza a vivência do Espiritismo, o crescimento interior, a geração de amor entre os trabalhadores da seara, os freqüentadores e as instituições?
O estudo doutrinário certamente é importante, porém mais ainda que esse mero estudo é a sua prática, a vivência daquilo que ele nos ensina.
Quantos de nós temos a cabeça cheia de conhecimento espírita, mas o coração vazio de amor! Isto representa desequilíbrio evolutivo, dificultando ou atrapalhando a caminhada.
O conhecimento que trazemos sinaliza para a prática do bem, da caridade. Esse já é um passo importante. É quando começamos a refletir luz, mas ainda não temos luz própria.
Mas quando começamos a desenvolver amor em nossos sentimentos, em todo o nosso interior, e este passa a irradiar-se de nós, refletindo-se em nossas atitudes, então começamos a ter luz própria, porque amor é luz de Deus.
Quando o movimento espírita passar a dedicar-se à vivencia dos ensinamentos do Mestre e do Espírito Verdade, então, sim, estaremos fazendo um espiritismo verdadeiro, com luz própria. Por enquanto essa luz ainda permanece um tanto quanto escondida nas páginas da codificação.
Vejamos a esse respeito alguns trechos extraídos dos livros de Ermance Dufaux.
“Amar é uma aprendizagem. Conviver é uma construção.”
Será que, nas atividades da casa espírita, somos conduzidos a essa aprendizagem do amor? Será que somos “trabalhados” no sentido de convivermos cada vez melhor? Há reuniões sistemáticas visando a esse desiderato, de forma realmente prática e proveitosa? Estamos construindo um convívio verdadeiramente fraterno e alteritário?
“Não existe amor ou desamor à primeira vista, e sim simpatia ou antipatia. Amor não pode ser confundido com um sentimento ocasional e especialmente dirigido a alguém. Devemos entendê-lo como O Sentimento Divino que alcançamos a partir da conscientização de nossa condição de operários na obra universal, um “estado afetivo de plenitude”, incondicional, imparcial e crescente.”
O amor realmente só o é quando incondicional, imparcial e crescente. É como uma fonte sempre em estado de doação, sem guardar-se para uns ou outros. Quem ama não necessita de que o amem, porque o amor verdadeiro nutre-se nas fontes do amor divino, ou cósmico.
Se refletirmos um pouco, podemos perceber o quanto o nosso amor é ainda um simulacro, mas conforme diz Ermance, é uma aprendizagem, portanto podemos aprender a amar. Mas para isso não bastam meras leituras ou estudos, é preciso muito mais. As leituras e estudos geram predisposição, mas realizar a construção do amor na intimidade do ser a irradiar-se nas atitudes do cotidiano pede firme decisão e exercício contínuo. Para tanto, os centros espíritas podem organizar reuniões e oficinas, nas quais os participantes, unindo esforços e ideais, encontrarão inúmeros recursos que os ajudem efetivamente nessa construção.
“Mesmo entre aqueles que a simpatia brota instantaneamente, amor e convivência sadia serão obras do tempo, no esforço diário do entendimento e do compartilhamento mútuo do desejo de manter essa simpatia do primeiro contato, amadurecendo-a com o progresso dos elos entre ambos”. (...) “Relações exigem cuidados para serem edificadas no amor, e esse aprendizado exige os testes de aferição no transcorrer dos tempos.”
Uma instituição espírita que queira ter um ambiente fraterno e de bom convívio entre seus membros e freqüentadores precisa desenvolver ações nesse sentido, intentando a educação dos sentimentos entre todos que por ali transitam. O mero conhecimento doutrinário e estudos do Evangelho não são suficientes. Quantos irmãos das mais diversas religiões que conhecem de cor os textos bíblicos e sabem citar exatamente onde se encontram tais e quais dizeres do Evangelho vivem de forma absolutamente antifraterna, gananciosa, orgulhosa...
A cabeça cheia de conceitos espíritas só tem valor quando em sintonia com o coração, e refletindo-se nas ATITUDES.
 “A terapêutica do amor é, sem dúvida, a melhor e mais profilática medicação do Pai para seus filhos na criação. Compete-nos, aos que nos encontramos à míngua de paz, experimentá-la em nossos dias, gerando fatos abundantes de amor, vibrando em uníssono com as sábias determinações cósmicas estatuídas para a felicidade do ser na aquisição do glorioso e definitivo título de Filhos de Deus.”
Ermance fala em gerar fatos abundantes de amor..., mas para isso necessitamos desenvolvê-lo em nós.
Mas se entendermos que bastarão pequenas ações aqui e ali, estaremos apenas nos enganando. Para que o amor venha a fluir de nós, assim como as águas fluem de uma fonte, é preciso priorizar a abertura de canais para o mais Alto e assim, nutrindo-nos no amor universal, aprender a estabelecer a sua presença em nós, a dinamizá-lo, a imprimi-lo em todo o nosso ser.
Um bom exercício para desenvolver esse sentimento divinal é acostumarmo-nos a olhar para qualquer pessoa, seja quem for, e sentir por ela afeto, carinho, desejando-lhe tudo de bom. Isto fica mais difícil quando se trata de algum desafeto ou alguém com aspecto de pessoa má ou desagradável, mas é justamente aí que começamos a vivenciar o amor incondicional. Esse exercício tem vários efeitos benéficos, porque imprimir amor nos sentimentos nos eleva a freqüência vibratória, livrando-nos da sintonia com irmãos das sombras; fortalece nosso sistema imunológico, conforme a ciência vem constatando, proporcionando mais saúde e bem-estar, além de favorecer a grandiosa construção desse sentimento em nós, o mais importante dos valores, priorizado por Jesus quando formulou o maior de todos os mandamentos, dizendo: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Mas há algo muito importante a ser observado, com relação ao amor. Ele necessita de sabedoria para haver equilíbrio. O amor e a sabedoria formam as duas asas da evolução e nada decola só com uma asa.
Disse o espírito Miramez que a caridade só deve ir até onde não se faça em ninho para aproveitadores.
Muitos erros se têm cometido em nome do amor, quando este passa a acobertar a omissão. Mas quando amamos verdadeiramente, nosso foco será sempre o melhor para os objetos desse amor, mesmo que tenhamos de tomar medidas ou atitudes aparentemente opostas. Os pais que realmente amam seus filhos, muitas vezes, terão de negar-lhes algo ou até mesmo castigá-los, visando encaminhá-los para condutas mais adequadas e para aquisição de valores éticos, morais e espirituais, ou seja, o melhor para eles.
Assim, convém meditar sobre esses meandros todos, a fim de nunca nos tornarmos omissos e para que a nossa mente aprenda a pensar com amor, e o nosso coração a amar com sabedoria.
Mais uma razão importantíssima para trabalharmos intensamente no sentido de gerar amor é o estado espiritual da nossa humanidade atual, que criou em torno do planeta um ambiente de pesadas vibrações, geradas principalmente pelo tipo de emoções vivenciadas por grande número de pessoas, induzidas por filmes violentos, amorais e de horror; por jogos que a juventude “curte” adoidadamente, nos quais matar se torna diversão; por noticiários sobre crimes e acidentes, etc. Sabemos que esse “astral” pesado que vibra nos ambientes da Terra influencia a humanidade, levando-a mais e mais a afundar-se nesse abismo. Se sabemos de tudo isso, é fácil entender qual a nossa responsabilidade. Assim, gerando amor, que é a mais poderosa das vibrações luminosas, estaremos colaborando grandemente para eliminar um pouco dessa sombra, substituindo-a por luz.

 Santificação de adorno

Quando tomamos contato com o Espiritismo e passamos a participar de reuniões, ouvir palestrar, ler livros espíritas, encantamo-nos com a beleza dessa Doutrina e ingressamos nessa corrente que visa à evolução do ser, à transmutação de valores negativos em positivos. E, com o passar do tempo, sutilmente também vamos incorporando às nossas atitudes exteriores a “santidade de adorno”, da qual fala Ermance Dufaux no livro Reforma Íntima sem Martírio. Isto ocorre por assimilarmos aquelas idéias, que fluem como “clichês” nos nossos ambientes, de que o espírita precisa ser assim ou assado, que não pode isso, não pode aquilo. Então, sem nem perceber, acabamos por apresentar comportamentos que ainda não têm raízes mais profundas no terreno da alma. A adoção de máscaras de uma santidade irreal é muito natural no nível evolutivo em que nos encontramos, mas prejudica muito nossa evolução, além de nos causar profundas decepções quando retornarmos ao mundo espiritual.
Além disso, estamos no limiar de uma nova era para a humanidade e ingressando num novo período para o Espiritismo. Portanto, é hora de começarmos a nos olhar com muita clareza e verdade; mergulhar em nosso interior, além de qualquer máscara, e sem qualquer constrangimento diante de tantos valores negativos, tantas manhas e artimanhas que iremos observar nesse mergulho, e iniciar o trabalho do nosso crescimento consciente como seres cósmicos que somos. E será esse próprio crescimento que irá nos levar firmemente a retirar as velhas máscaras, mas não com aquela postura habitual em cujo bojo está a sutil intenção de que os outros nos vejam como portadores da tão decantada virtude, a humildade.
Esse é um passo dificílimo, principalmente para quem é visto como um “bom espírita”, e para quem ocupa posições de destaque nas atividades, ou dentro da instituição.
Então, pergunto sobre o que é mais importante: crescer no conceito da nossa comunidade, mas sofrer no além-túmulo, carregando seqüelas para as futuras encarnações, ou conduzir-nos (nos pensamentos, atitudes, palavras, sentimentos e ações) visando tão somente buscar nosso crescimento interior, apoiando-nos, inclusive, uns nos outros, para mais facilmente podermos alcançar nossas metas, sem recear julgamentos humanos, nem mesmo discriminações?
Essa segunda opção certamente é bem mais difícil, mas de que vale caminhar por caminhos mais fáceis quando encarnados, para depois sofrer no mundo espiritual e ter de recomeçar tudo em futuras encarnações? Aqui cabe lembrar aquela conhecida exortação de Jesus: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que leva à perdição”.
Se não entrarmos por essa porta estreita, além de atrasar nossa própria evolução, estaremos também engessando a daqueles que seguem conosco e que podem estar vendo em nós modelos ou líderes".
fatima@inede.com.br


Cont.....
NAMASTÊ!





Um comentário:

Sônia Silvino disse...

Namastê, Grega!
Tua presença nos meus blogs e o teu carinho conquistaram o meu coração.
Vim ler as novidades e te deixar uma oração!

ORAÇÃO DA FÉ

Que Deus te cuide com carinho,
que te indique o melhor caminho,
que te ensine sobre o verdadeiro amor,
que te perdoe quando preciso for.


Que Deus te dê asas para voar,
nos sonhos te ajude a pousar
mas, também, te mostre a realidade
que terás que enfrentar sem nunca, por nada, recuar.


Que Deus te dê forças para encarar
tudo aquilo que não tens como mudar
ou sequer adulterar.


Que Deus te dê saúde,
que teu corpo, por dentro, nunca mude
e que ao envelhecer tu possas dizer
que tua maior felicidade foi viver.


Que Deus te mostre com clareza
a grande e real beleza de um jardim florido,
de um bom livro,de uma poesia que fale de saudade,
de uma calma paisagem.


Que Deus te faça compreender
porque amanhece antes de anoitecer,
porque o sol se esconde quando a lua quer brilha
e porque o sol brilha quando ela vai descansar.


Que Deus te faça ver
que no sorriso de uma criança
mora toda a esperança que tanto precisas pra viver.


Que Deus faça de ti um ser sensível,
que seja capaz de chorar
sem jamais se envergonhar.


Que Deus possa te mostrar
que cada onda do mar
devolve tudo que ousa levar,
afinal não tem intenção de roubar o que em terra deve ficar.
Que Deus te ensine sobre a dignidade,
sobre a força e a fragilidade,
sobre a coragem e a honestidade.


Que Deus te ofereça amigos verdadeiros
e que tu saibas cultivar
cada amizade que em tua vida Ele plantar.


Que Deus te ensine a fé,
que te faça crer em Jesus,
e que te permita aceitar
que por pior que seja a cruz
que tenhas que carregar
com o peso que teve a Dele
nunca será.
________________________
Silvana Duboc
________________________
Beijoquinhas, muitas!
Sônia Silvino's Blogs

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Oração do Amanhecer Senhor, no silêncio desse dia que amanhece, venho te pedir a paz, a sabedoria e a força. Quero olhar o mundo com teus olhos e, assim, ver somente o bem em cada um. Guarda meus ouvidos de toda a malícia; a minha língua, de toda a maldade. Que minhas mãos expressem gestos de caridade. e, que no decorrer deste dia, eu possa Te revelar a todos.

Amém!

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Oração do Anoitecer Obrigado, Senhor, por mais este dia que termina, por tudo o que nele aconteceu. Obrigado pelo trabalho e estudo de hoje. Obrigado pelos novos ensinamentos que adquiri. Obrigado pelo alimento material e espiritual que recebi. Obrigado pela alegria que me concedeste ao encontrar-me com meus amigos. Obrigado pelo amor que encontro nos olhos dos meus familiares. Obrigado pela paz que nasce de cada encontro com o Cristo vivo e presente na Palavra que ouço, na Eucaristia que comungo e nas pessoas com quem convivo. Obrigado, Senhor, por tudo!

Amém!

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Pelo poder da Santa Cruz Pelas palavras de Jesus Pelo poder da Terra, do Ar e do Mar Pelo poder que Deus me dá Eu tiro todo mal, toda inveja, todo olho grande de mim, do meu corpo, da minha casa, do meu lar, do meu trabalho E trago muita paz, muito amor, felicidade e prosperidade. Amém

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Do ponto de Luz na Mente de Deus

Que flua luz às mentes dos Homens,

Que a luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus

Que flua amor aos corações dos homens,

Que Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,

Que o propósito guie

as pequenas vontades dos homens,

Propósito que os Mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens,

Que se realize o Plano de Amor e de Luz

E se feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam

O Plano Divino sobre a Terra,

Hoje e por toda a eternidade.

Amém